A Reforma Tributária do consumo já saiu do “campo das ideias” e virou regra: a base está na Emenda Constitucional 132/2023 e a primeira grande regulamentação veio com a Lei Complementar 214/2025.
Na prática, isso mexe menos com “um imposto novo” e mais com o jeito de operar: cadastro de produtos, emissão de nota, apuração, crédito, repasse entre filiais, precificação e até o que você mostra no documento fiscal. E 2026 é o primeiro marco real dessa virada.
O coração da mudança é trocar vários tributos sobre consumo por um modelo mais “limpo” (tipo um imposto que você compensa o que pagou na compra com o que vai pagar na venda). A EC 132/2023 redesenhou o sistema e a LC 214/2025 detalhou como funcionam os novos tributos: a CBS (federal) e o IBS (de estados e municípios), além do Imposto Seletivo (IS), que foca em itens considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Em 2026, a CBS e o IBS entram em fase de teste, com alíquotas de referência de 0,9% (CBS) e 0,1% (IBS), e o valor apurado é compensado com o que seria devido de PIS/Cofins no mesmo período. Além disso, há um desenho para ser uma fase educativa (com adaptação), mas com contabilidade e sistemas já se preparando.
Além disso, a reforma traz mecanismos sociais que impactam setores e mix de produtos, como a cesta básica nacional com alíquotas reduzidas/zeradas em itens definidos em lei e o cashback (devolução) para famílias de baixa renda, que foi previsto na EC 132 e detalhado na LC 214. Isso pode afetar demanda, preço final e estratégia comercial em segmentos de varejo, alimentos e serviços essenciais.
A ideia aqui é simples: reduzir surpresa e aumentar o controle antes que vire incêndio.
As informações acima foram baseadas em fontes oficiais (Planalto, Receita Federal, Ministério da Fazenda e Senado) e refletem o cronograma e diretrizes públicas de implementação (incluindo o ano de teste de 2026 e a transição até 2033).
Se a sua empresa precisa simular impactos e organizar a transição com segurança, uma forma prática de ganhar velocidade é ter um apoio de cálculo e comparação de cenários. Conheça a CalcTrib da iAUT: